Nota da Redação
Não deve haver dúvidas entre nós que vivemos um momento de fortalecimento da extrema direita ao nível internacional e de uma brutal ofensiva do governo Trump, com o objetivo de fortalecer o imperialismo estadunidense, num contexto de agravamento das disputas geopolíticas, especialmente com a China.
A atual guerra imperialista contra Irã; o recente ataque à Venezuela, com o sequestro e prisão ilegal de Maduro e Cilia; a intensificação do bloqueio econômico e energético à Cuba, com a ameaça de que a Ilha seria a próximo alvo das forças armadas estadunidenses; e as sucessivas intervenções nos processos eleitorais latino-americanos são exemplos mais recentes desta política que mistura imperialismo com neofascismo.
Entretanto, é parte muito importante da dura realidade que vivemos, um aspecto muito positivo: o crescimento de movimentos de resistência e luta, de caráter antifascista, anti-imperialista e contra a guerra. Vejamos alguns exemplos mais recentes:
. EUA: No último sábado, 28.3, aconteceu a 3ª. edição do movimento “No Kings”, ações de rua diretamente contra o governo Trump. As pautas eram muitas, mas se destacavam a luta contra o Ice e a política de perseguição aos imigrantes; a solidariedade à Cuba e contra a guerra no Irã. Neste dia houve o maior protesto simultâneo contra um presidente dos EUA na história do país. As atividades chegaram a mais de 3 mil locais, em todos os Estados do país e reuniram cerca de 8 milhões de manifestantes, num contexto de desgaste e queda de popularidade de Trump.
. Argentina: No último dia 24 de março foi lembrado os 50 anos do golpe na Argentina. E, uma gigante manifestação tomou conta de Buenos Aires, unindo à luta histórica por verdade, memória e justiça com a luta atual contra o governo de extrema direita de Milei, um negacionista dos crimes da ditadura e que faz constantes ataques à democracia e aos direitos sociais no país, como a recente famigerada reforma trabalhista.
. Chile: Também na semana passada, em Santiago e várias outras cidades chilenas, o movimento estudantil saiu às ruas contra as medidas antidemocráticas e neoliberais do recém empossado presidente, José Kast. A própria imprensa fala que as manifestações reuniram cerca de 120 mil estudantes, demonstrando, desde já, que haverá forte resistência aos ataques do novo governo de extrema direita, simpatizante da ditadura pinochetista.
. Manifestações “Não à guerra”: Durante o mês de março, cresceram também às manifestações contra a guerra no Irã. Por exemplo, na Europa, já existem manifestações em vários países, mas elas se destacam sobretudo no Estado Espanhol, onde o governo vem se opondo a guerra desferida pelos EUA e Israel. Entre os dias 12 e 14 de março, houve manifestações em várias cidades, com destaque para a de Madrid, que reuniu milhares de manifestantes.
. Unidade: cada um com suas características e especificidades, mas com um traço comum: o que une estes movimentos é a luta antifascista e anti-imperialista, a partir dos protestos concretos contra as consequencias nefastas das políticas de governos de extrema direita sobre os povos. Portanto, é fundamental se apoiar nestes movimentos que já existem, para fortalecermos a tarefa prioritária de organizarmos à luta internacional contra o trumpismo e os demais movimentos neofascistas.