Nota da Redação
Conheça as propostas do candidato da esquerda, que está muito próximo de passar ao segundo turno:
A Justiça eleitoral peruana entrou na reta final da apuração do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, faltando apurar poucas atas que estão questionadas e estão sofrendo um processo de conferência especial.
Com 97,4% dos votos apurados, Roberto Sánchez, candidato do partido de esquerda Juntos pelo Peru, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, se consolida como o segundo colocado, o que lhe garante a passagem para o segundo turno, para enfrentar a primeira colocada, Keiko Fujimori, uma política de extrema direita, filha mais velha e herdeira política do ditador Alberto Fujimori.
Neste momento, Sánchez tem uma vantagem de mais de 27 mil votos para o terceiro colocado, López Aliaga, outro político de extrema direita, que se reivindica como um aliado político próximo de Trump. Aliaga vem tentando anular o processo eleitoral, representando mais uma ameaça de golpe no processo político peruano.
Portanto, se fortalece a possibilidade real da passagem de Roberto Sánchez para o segundo turno, indicado para o dia 7 de junho deste ano. Um resultado que foi considerado surpreendente pela maioria da imprensa peruana, e representaria o grande fato novo das eleições presidenciais do país andino.
Já houve uma pesquisa que testou a disputa entre Keiko X Sánchez, num eventual segundo turno, e o resultado foi um empate, com cada candidato pontuando com 38% das intenções de votos. E, a pesquisa apontou também que a rejeição de Keiko é maior do que a rejeição a Sánchez.
Portanto, a disputa no segundo turno está totalmente aberta. Eleger Sánchez representa o único caminho possível para garantir a derrota de Trump na região e da extrema direita golpista e corrupta dentro do Peru.
Diante deste cenário polarizado, é importante conhecermos algumas das principais propostas que Sánchez vem apresentando na campanha eleitoral:
- 10 propostas programáticas de Roberto Sánchez:
. Uma nova Constituição soberana, democrática e popular, fruto de uma nova Assembleia Constituinte eleita pelo povo;
. Nesta Constituinte, propor reconhecer o Peru como um país pluricultural e multiétnico, com participação popular.
. Impulsionar a formação de conselhos de cidadãos em todos os níveis do Estado.
. Rever e negociar os Tratados de Livre Comércio (TLC).
. Estabelecer um imposto sobre as grandes fortunas e sobre os lucros exorbitantes das grandes empresas;
. Uma segunda reforma agrária no Peru;
. Todos os recursos minerais pertencem ao Estado peruano, revendo os atuais contratos com empresas particulares de mineração;
. O Estado deve gerir diretamente a exploração de recursos energéticos e produtivos estratégicos, como gás, petróleo, água, entre outros.
. Reforma do sistema judiciário, levantando a proposta de eleição popular para os Juízes.
. Indulto e libertação do ex-presidente Pedro Castillo, um verdadeiro preso político do regime reacionário e corrupto que tomou conta do país nos últimos anos.
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