Voltar ao site

Equador: desaprovação de Noboa supera 75% e maioria defende referendo revogatório

24 de junho de 2026

Por Victor Farinelli

Apoio a consulta popular para derrubar mandato do presidente alcança mais de 66%, enquanto campanha reúne assinaturas para colocá-la em prática.

Uma pesquisa publicada neste domingo (21/06) pelo instituto Maluk Research apontou que a administração do presidente Daniel Noboa no Equador atingiu seu histórico negativo, chegando a 75,46% de cidadãos e cidadãs que rejeitam a sua gestão.

O levantamento mostrou que apenas 22,49% das pessoas entrevistadas aprovam o trabalho do presidente equatoriano, enquanto 2,05% preferiram não opinar.

Nos cortes regionais da pesquisa, os números são ainda mais desfavoráveis a Noboa: em Azuay, a rejeição ao mandatário é de 78,99%, enquanto que em Manabí é de 85,55%, segundo o instituto.

A pesquisa indica que o presidente tem melhores índices em grandes centros urbanos do país, mas ainda assim com rejeição bastante alta: na província de Pichincha, que inclui a capital Quito, a desaprovação é de 72,57%, enquanto a aprovação é de 26,38%; já em Guayas, onde fica a cidade de Guaiaquil, a desaprovação é de 72,79%, enquanto o de aprovação é de 25,77%.

A medição foi realizada entre os dias 1 de 16 de junho, com uma amostragem nacional que incluiu mais de 4 mil entrevistas no total. A margem de erro é de 2,5%.

Referendo

Outro dado do levantamento mostra o apoio popular à campanha pelo referendo revogatório, mecanismo pelo qual é possível realizar a destituição de um presidente.

Em fevereiro deste ano, a Confederação de Povos da Nacionalidade Kichwa do Equador (Ecuarunari) iniciou uma campanha de coleta de assinaturas para instalar o processo de referendo pela destituição de Noboa.

Segundo a pesquisa da Maluk Research, 66,34% das pessoas entrevistadas defendem a instalação do referendo contra o mandatário, enquanto 30,71% se disseram contrários à iniciativa – outros 2,95% preferiram não opinar.

Vale lembrar que Daniel Noboa iniciou seu segundo mandato como presidente do Equador há pouco mais de um ano, em maio de 2025. Antes disso, ele governou em um mandato tampão de apenas um ano e meio, após a renúncia do ex-presidente Guillermo Lasso (2021-2023), envolvido em um escândalo de corrupção.