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Genocídio em Gaza – Parlamento Europeu vota por cessar-fogo e rejeita embargo de armas

28 de agosto de 2026

O Parlamento Europeu fez, na quarta-feira, pela primeira vez um apelo por um “cessar-fogo imediato e permanente” em Gaza, mas, um dia depois, rejeitou por ampla maioria o embargo de armas a Israel proposto pelo Grupo da Esquerda.

Apelo por um cessar-fogo

Na Assembleia Geral do Parlamento Europeu, o relatório de 2023 sobre “Direitos humanos e democracia no mundo e a política da União Europeia sobre a questão” foi aprovado na quarta-feira por 265 votos a favor, 253 contra e 10 abstenções.

A pedido de parlamentares do Grupo da Esquerda, o artigo 62º do relatório foi emendado para incluir o apelo por um “cessar-fogo imediato e permanente em Gaza”, informou a agência de notícias Anadolu.

A versão revisada do relatório passou a incluir uma declaração instando a União Europeia, seus Estados-membros e a comunidade internacional a exigir um cessar-fogo imediato e incondicional na Faixa de Gaza.

Esta é a primeira vez que o Parlamento Europeu pede um cessar-fogo em Gaza. Em uma resolução adotada em 18 de janeiro, um “cessar-fogo permanente” foi condicionado a medidas como a libertação de todos os prisioneiros e o desmantelamento do movimento de resistência palestino Hamas.

Durante uma sessão da Assembleia Geral na terça-feira, que discutia o relatório, vários parlamentares criticaram a exclusão de Gaza da versão inicial do texto, acusando a União Europeia de não responsabilizar Israel por suas supostas violações do direito internacional.

Embargo de armas

O Parlamento Europeu rejeitou por ampla maioria, na quinta-feira, o embargo de armas a Israel proposto pelo Grupo da Esquerda.

O grupo divulgou os nomes de cada parlamentar europeu que se opôs ao embargo de armas a Israel: 393 dos 543 parlamentares que estavam presentes.

“Finalmente, o @Europarl_EN pediu um cessar-fogo imediato e permanente em Gaza. Mas os palestinos precisam de mais do que declarações parlamentares”, afirmou o grupo no X, acrescentando:

“Por essa razão, exigimos um embargo de armas, mas quase 400 eurodeputados votaram contra.”

Genocídio em Gaza

Atualmente sendo julgado pela Corte Internacional de Justiça por genocídio contra os palestinos, Israel vem conduzindo uma guerra devastadora contra Gaza desde 7 de outubro.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 30.035 palestinos foram mortos e 70.457 ficaram feridos no genocídio que Israel vem perpetrando em Gaza desde 7 de outubro.

Além disso, pelo menos 7.000 pessoas estão desaparecidas, presumivelmente mortas sob os escombros de suas casas em toda a Faixa de Gaza.

Organizações palestinas e internacionais afirmam que a maioria dos mortos e feridos são mulheres e crianças.

A agressão israelense também resultou no deslocamento forçado de quase dois milhões de pessoas de toda a Faixa de Gaza, sendo que a grande maioria dos deslocados foi forçada a se concentrar na superlotada cidade de Rafah, no sul, próxima à fronteira com o Egito — no que se tornou o maior êxodo em massa da Palestina desde a Nakba de 1948.

Israel afirma que 1.200 soldados e civis foram mortos durante a Operação Inundação de Al-Aqsa, em 7 de outubro. Veículos de comunicação israelenses publicaram reportagens sugerindo que muitos israelenses foram mortos naquele dia por “fogo amigo”.