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Secretário de Defesa do México diz que ‘normalidade foi restabelecida’

24 de fevereiro de 2026

Onda de ataques após morte do traficante El Mencho paralisou o país na manhã desta segunda-feira.

O secretário de Defesa Nacional do México, general Ricardo Trevilla Trejo, anunciou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23) que a “normalidade foi restabelecida” no estado de Jalisco, após a onda de ataques de gangues em decorrência da morte do traficante El Mencho, em uma operação militar no domingo (22).

Segundo Trejo, 2.500 soldados foram mobilizados para reforçar a presença militar na região, além de efetivos em outras localidades que registraram ataques. Segundo o governo mexicano, possíveis sucessores de El Mencho estão sendo monitorados, bem como a preparação de novos ataques, tanto do mesmo cartel quanto de grupos rivais. Há o risco de uma guerra de gangues pelo controle de regiões.

Ao menos 25 membros da Guarda Nacional mexicana foram mortos em meio aos confrontos com criminosos, após a operação. Além deles, um guarda penitenciário, um funcionário da Procuradoria-Geral do Estado e 30 criminosos também foram mortos. Segundo o Ministério da Defesa, ordenou bloqueios em estradas, incêndios e ataques contra prédios públicos em Jalisco. Mais de 70 pessoas morreram, incluindo 25 membros da Guarda Nacional.

Embora El Mencho fosse procurado pelos Estados Unidos, por envolvimento no tráfico de fentanil para o país, a presidenta do México, Cláudia Sheinbaum, garantiu que a operação foi planejada e executada apenas pelas forças federais mexicanas, em particular pelo Exército Mexicano. E que o governo dos Estados Unidos apenas fornecia suporte na área da inteligência.

“Todas as operações são realizadas por forças nacionais, não há participação das forças dos Estados Unidos. O que existe é uma troca de informações, o entendimento com os Estados Unidos baseia-se na troca de inteligência, neste caso houve. Mas toda a operação, desde seu planejamento, é das forças federais, neste caso da Defesa Nacional”, explicou.

“Agradeço a todos os governadores, todos estavam em coordenação com muitas informações”, completou ela, que recebeu apoio de todos os executivos estaduais.

Operação

O Exército mexicano informou que realizou uma operação em Tapalpa, no estado de Jalisco, com o apoio dos Estados Unidos, que terminou com a morte do líder do Cartel Jalisco Nueva Generación. O traficante foi ferido e morreu enquanto era transportado de avião para a Cidade do México. Outras três pessoas capturadas morreram durante a troca de tiros, três ficaram feridas e duas foram presas. Três soldados também se feriram.

Após a confirmação da morte, a Secretaria de Educação de Jalisco suspendeu as aulas nas redes pública e privada, na manhã desta segunda.

Outros estados que interromperam parcial ou totalmente as atividades escolares foram Oaxaca, Colima, Veracruz, Puebla, Querétaro, Michoacán, Guanajuato, Nayarit, Cidade do México, Hidalgo e Baja California.

As autoridades do México também registraram bloqueios com veículos incendiados em rodovias de Jalisco, Michoacán e Tamaulipas. Estabelecimentos comerciais foram incendiados em Guanajuato e houve relatos de ocorrências semelhantes em Colima, Nayarit e Aguascalientes. Em Morelia, o terminal rodoviário suspendeu as atividades.

O governador de Jalisco, Pablo Lemus, afirmou que a operação resultou em “confrontos na região” e que “em diferentes pontos de Jalisco indivíduos queimaram e atravessaram veículos para impedir a ação das autoridades”.

No Aeroporto Internacional de Guadalajara, passageiros relataram disparos e a presença de homens armados. Apesar de nenhum aeroporto ter sido fechado, alguns voos foram cancelados em Guadalajara e Puerto Vallarta devido a bloqueios nas vias de acesso.

com informações do Opera Mundi e teleSur.