Via Opera Mundi
Presidente dos EUA afirmou que ilha está 'a um passo de distância' e delegou política ao secretário de Estado, Marco Rubio.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar com uma possível intervenção militar em Cuba, que ele considera viável devido à proximidade geográfica, embora tenha apontado diferenças em relação à Venezuela, afirmando que “a diferença é que a Venezuela tem petróleo, Cuba não”.
Em declarações à Axios, o presidente republicano afirmou que “Cuba está a um passo de distância” e garantiu que Havana “deseja desesperadamente conversar”, delegando a política em relação à ilha ao secretário de Estado Marco Rubio.
Essas declarações surgem horas depois de o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, ter denunciado perante a Assembleia Nacional que Washington está tentando impor um roteiro por meio de ameaças. O presidente criticou a “ameaça de agressão militar” e o sufocante embargo econômico que se intensificou desde que Trump assumiu seu segundo mandato em janeiro de 2025.
“Se vocês realmente querem ajudar o povo cubano, deixem-nos viver! Deixem Cuba comercializar; deixem Cuba comprar seus remédios; deixem Cuba importar seu combustível”, exigiu o presidente cubano.
Esse diálogo do presidente dos EUA foi ecoado por outros membros de sua administração, como JD Vance, que instou a ilha a tomar “decisões inteligentes” e reiterou a crítica constante a um “sistema que não funcionou”, comparando a economia cubana a uma situação pior que a do Irã. A situação tensa se agravou após a ordem executiva assinada por Trump em 29 de janeiro, declarando “estado de emergência nacional” devido à suposta ameaça que Cuba representa para a segurança dos EUA.
Embora Trump mencione uma “abordagem flexível” em relação ao cronograma para a resolução da situação cubana após o acordo com o Irã, Díaz-Canel reiterou que não se pode falar em liberdade enquanto se empurra um povo para o desespero devido à falta de recursos vitais. A ilha mantém sua rejeição a qualquer imposição externa e defende as recentes reformas econômicas aprovadas por lei como uma forma de superar o bloqueio que vigora há mais de seis décadas.