Nota da Redação
Um grupo internacional de juristas e especialistas em direitos humanos, ligado à ONU, denunciou este mês que o governo do presidente de Nayib Bukele, em El Salvador, cometeu crimes de lesa-humanidade durante a política de combate ao crime organizado, iniciada em 2022.
O que diz o relatório ? O documento foi apresentado a organismos internacionais de direitos humanos e afirma haver evidências de violações sistemáticas cometidas pelo Estado. Entre as acusações estão: Prisões arbitrárias em massa;Tortura e maus-tratos em presídios; Assassinatos e mortes sob custódia do Estado; Desaparecimentos forçados; e Violência sexual contra presos.
O relatório é abrangente. Ele se baseia em mais de 1.700 fontes e testemunhos e afirma que essas práticas teriam ocorrido como parte de uma política estatal sistemática, o que poderia caracterizar crimes contra a humanidade no direito internacional.
Segundo os especialistas e organizações de direitos humanos: Mais de 90 mil pessoas foram presas desde 2022; Cerca de 3 mil menores foram detidos; Há relatos de centenas de mortes em prisões e centenas de desaparecimentos; e muitos dos detidos teriam sido presos sem mandado judicial ou processo formal, devido ao estado de exceção decretado pelo governo.
Bukele é apoiado 100% por Trump e o governo salvadorenho já se tornou um modelo para partidos e governos de extrema direita na América Latina, como, por exemplo: Milei, Noboa, Kast, entre outros. Também no Brasil, o bolsonarismo quer implantar o modelo Bukele-Trump na política de segurança, um grave risco para a democracia, nossa soberania e para os direitos humanos em nosso país.
Derrotar esta escalada contra a democracia e os direitos humanos, liderados pela extrema direita na América, deve ser uma prioridade para a esquerda, os movimentos sociais e todos os setores democráticos na América Latina.
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