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Onda de protestos contra custo de vida se espalha por países da Europa

6 de novembro de 2026

Por Raony Salvador

Mobilizações reúnem estudantes e trabalhadores contra os altos aluguéis, a precariedade da educação e os gastos militares.

Uma onda de manifestações contra o custo de vida, a deterioração dos serviços públicos e a falta de moradia ganhou força em diferentes países europeus neste sábado (31). Depois de semanas de protestos na França, Alemanha, Itália e Portugal também registraram mobilizações de estudantes e trabalhadores. Os atos incluem críticas às políticas de austeridade e reivindicações por salários maiores e investimentos sociais.

Na Alemanha, manifestações foram convocadas em 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique. O movimento Gen Z Regelt, organizado por jovens, cobra melhorias na educação, na saúde e medidas para conter o aumento das despesas das famílias.

Os participantes também se opõem à possível retomada do serviço militar obrigatório. Segundo a Reuters, a polícia contabilizou cerca de 18 mil manifestantes nas três principais cidades alemãs.

A maior parte dos atos ocorreu pacificamente, mas houve registros de violência em algumas localidades. Em Hamburgo, barricadas foram incendiadas. Em Frankfurt, lojas foram saqueadas.

Na Itália, uma greve geral mobilizou trabalhadores e estudantes em mais de 40 cidades. Os manifestantes reivindicaram reajustes salariais, melhores serviços públicos e criticaram o aumento dos gastos militares.

Em Roma, oito pessoas foram detidas após confrontos com policiais. Manifestantes incendiaram lixeiras, enquanto agentes utilizaram canhões de água para dispersar grupos. Também houve confrontos em Turim.

No porto de Gênova, cerca de 15 mil trabalhadores e estudantes protestaram contra o transporte de armamentos e as mortes de profissionais marítimos em regiões de conflito.

A crise habitacional levou manifestantes às ruas de Portugal, com atos em Lisboa, Porto e outras cidades. Os participantes exigem medidas contra os aluguéis elevados e o fim de despejos sem garantia de moradia alternativa.

Na França, epicentro da atual onda de protestos, cerca de 410 mil pessoas participaram das manifestações no fim de semana anterior. O governo mobilizou 70 mil agentes de segurança diante do risco de novos confrontos.

Os atos franceses começaram em setembro, impulsionados por estudantes que denunciam salas superlotadas, falta de professores e cortes nos serviços públicos.

A mobilização recebeu apoio de sindicatos, familiares e trabalhadores de diferentes setores. Desde o início dos protestos, mais de 6.500 pessoas foram detidas, segundo os números divulgados na cobertura das manifestações.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, prometeu melhorias nas escolas e condenou os episódios de violência.