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ONU considera o sistema escravista como o mais grave crime contra a humanidade da História

26 de março de 2026

Nota da Redação

Imagem: Reprodução Brasil de Fato

O Brasil apoiou a resolução, proposta por Gana. EUA, Israel e Argentina votaram contra e União Europeia se absteve. Veja as principais informações:

A decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), neste dia 25.3, de declarar o sistema escravista e o tráfico transatlântico de africanos como o crime mais grave contra a humanidade representa um marco histórico internacional e um importante passo simbólico no reconhecimento das dois crimes e graves injustiças históricas causadas pela escravização.

A resolução, proposta por Gana com o apoio de países da União Africana, reforça a ideia de que a escravidão não foi apenas um episódio do passado, mas um sistema global de exploração que gerou desigualdades raciais, sociais e econômicas que ainda existem no mundo atual. Nesse sentido, a decisão possui um forte caráter de reparação histórica ao reconhecer oficialmente a gravidade e as consequências duradouras desses crimes contra os povos africanos e seus descendentes.

A resolução foi aprovada com o apoio de 123 países, entre eles o Brasil. Votaram contra a medida os Estados Unidos, Israel e a Argentina. Já a União Europeia, incluindo a Alemanha e outros países, optou pela abstenção. Uma vergonha, que só demonstra como o racismo estrutural segue presente nos debates entre países na atualidade.

Os países que votaram contra ou se abstiveram usaram um argumento torpe: que não deveria haver uma hierarquia entre crimes contra a humanidade. Na verdade, estão preocupados com possíveis pedidos de reparações financeiras e indenizações ligadas ao passado escravista.

Mesmo sendo uma resolução simbólica e sem efeito jurídico obrigatório, a decisão da ONU é historicamente importante porque fortalece o reconhecimento internacional de que a escravidão foi um dos maiores crimes da história da humanidade e reforça o debate global sobre memória histórica, racismo estrutural e reparações pelos crimes da colonização e da escravização.

Trata-se, portanto, de um passo político importante no processo de reconhecimento e reparação histórica pelos séculos de escravização forçada de africanos e africanas, e seus descendentes.