Adaptado de CNN Brasil
Em sintonia com a política migratória de Trump e da extrema-direita europeia, o presidente do Chile, José Antonio Kast, começou a cumprir sua promessa de campanha de expulsar imigrantes irregulares e realizou o primeiro voo de deportação de estrangeiros no dia 16/04.
O voo da Força Aérea do Chile, com 40 imigrantes, partiu da capital Santiago e fez uma escala em Iquique, no norte do país, de onde decolou rumo a La Paz, na Bolívia. Depois, a aeronave partirá para Guayaquil, no Equador, e Bogotá, na Colômbia.
As autoridades chilenas afirmam que as expulsões, em voos ou de ônibus, serão frequentes.
“Não se trata de uma ação isolada, mas sim do começo de um esforço permanente do Estado para restabelecer a ordem migratória, com procedimentos regulares, coordenação interinstitucional e uma presença operativa diante da entrada irregular e de quem deva abandonar o país por resolução administrativa ou judicial”, afirma a pasta.
De acordo com o subsecretário do Interior do país, além dos voos de expulsão, o governo aumentará as fiscalizações para o cumprimento da lei migratória e publicará quinzenalmente informações das pessoas que devem deixar o país.
A administração de Kast também informou que dará início a uma agenda legislativa para facilitar as expulsões e tipificar a imigração irregular como um crime, e que criará um mecanismo para incentivar a saída voluntária de estrangeiros do país.
O organismo também afirma que as expulsões aumentaram 33% no último mês e que desde a vitória do atual presidente nas urnas, 2.180 venezuelanos deixaram o país voluntariamente.
No dia 16/04, em seu primeiro discurso em rede nacional, Kast afirmou que recebeu o país com cerca de 300 mil imigrantes irregulares e afirmou que seu plano “Escudo Fronteiriço” já tem resultado da diminuição das entradas não autorizadas de estrangeiros.
Copiando os episódios mais desumanos protagonizados por governantes de extrema-direita pelo mundo, Kast iniciou, assim que assumiu seu mandato, a construção de uma vala na fronteira norte do país para conter a migração irregular. Além disso, também está prevista a construção de muros e o uso de tecnologia para reforçar o controle das fronteiras com Peru e Bolívia.
