Nota da Redação
Na última sexta-feira, Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da histórica colombiana, denunciou em suas redes sociais que a CIA tem fartas informações sobre a preparação de um atentado contra a vida de Iván Cepeda, senador e candidato de esquerda à sucessão do atual governo.
Cepeda, que é do Pacto Histórico, mesma organização partidária de Petro, vem liderando as pesquisas de intenção de votos para ser eleito o novo Presidente da Colômbia. O primeiro turno destas eleições está marcado para o dia 31 de maio.
No mesmo dia da denúncia de Petro, Cepeda também se pronunciou publicamente sobre esta grave situação, afirmando que apesar dos riscos para a sua vida ele seguirá com sua campanha presidencial, pois não se pode ceder ao terror. Para o Pacto Histórico é fundamental derrotar todo tipo de retrocesso e seguir e aprofundar as mudanças iniciadas pelo governo Petro.
No último dia 15 de abril, uma sede da campanha de Cepeda em Medellín já tinha sido vandalizada, com danos estruturais ao local e pichações contendo várias ameaças.
Portanto, esta denúncia deve ser levada muito a sério, até porque, no ano passado, o então senador direitista, Miguel Uribe, foi assassinado, num crime político ainda não desvendado. Ele pretendia ser candidato a presidente nas eleições deste ano.
E os dois candidatos da direita colombiana, Abelardo Espriella e Paloma Valencia, que realizam uma disputa acirrada para ver quem vai enfrentar Cepeda num eventual segundo turno, também afirmam que sofreram ameaças de morte.
A Colômbia tem um amplo histórico de crimes políticos. Portanto, é necessário uma campanha internacional contra o uso da violência política nas eleições, e de proteção da vida de Cepeda e de todos os candidatos que disputam o pleito. O povo colombiano deve ter a liberdade de definir o futuro político do seu país.
Com informações:
Brasil de Fato
