Lideranças políticas defendem respeito ao voto popular do Peru

David Cavacalte

Setores da extrema direita têm tentado desestabilizar o cenário político peruano ao questionar, sem provas, a lisura das eleições e a vontade popular. O primeiro turno das eleições nacionais, realizado em 12 de abril, teve sua apuração interrompida faltando pouco mais de 5% dos votos para totalização, o que acende um alerta em defesa da democracia.

Section image

Diante das pressões de setores da direita, o Presidente da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), que coordena as eleições, acabou renunciando.

Até 94,64% dos votos apurados, Keiko Fujimori, herdeira política do ditador, aparece confirmada no segundo turno, enquanto Roberto Sánchez, candidato de esquerda, pelo Juntos por Peru, assumiu a segunda colocação, superando Rafael López Aliaga, que como Keiko, representa também a extrema-direita. Sánchez é apoiado por Pedro Castillo, vítima de um “golpe institucional” em 2022 e um preso político.

Após cair da 2° para 3° posição, durante a apuração, López Aliaga passou a alegar fraude eleitoral e pedir a anulação do pleito, inclusive oferecendo recompensas por supostas provas, o que é visto como uma estratégia perigosa de deslegitimação das instituições, prática já conhecida por seus efeitos negativos, ao fomentar desconfiança nas instituições democráticas.

Nesse contexto, há uma Campanha internacional que coleta assinaturas de lideranças de vários países para que a apuração seja concluída e se garanta a vontade da soberania do voto popular.

Section image