O movimento feminista popular da Venezuela se solidariza com as meninas e mulheres migrantes venezuelanas no Brasil

 

Caracas, 18 de outubro de 2022

 

A República Bolivariana da Venezuela há mais de duas décadas tem sido sistematicamente sitiada e atacada pelo governo dos Estados Unidos e seus lacaios na região. No entanto, é a partir do ano de 2015 com a ordem executiva 13692 que declara a Venezuela como “uma inusitada e extraordinária ameaça à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos”, que se desencadeia uma escalada de ataques sem precedentes por meio da aplicação de medidas coercitivas unilaterais e o bloqueio económico e financeiro.


Esta forma de agressão tem efeitos negativos diferentes e particulares na vida de mulheres e meninas. Estas medidas constituem uma forma de guerra não convencional, que desde a Venezuela denunciamos como um crime contra a humanidade, porque sua finalidade é destruir, causar danos físicos, psicológicos, econômicos contra uma população civil e inúmeros e feitos negativos que constituem uma flagrante violação do direito humano direitos do povo venezuelano.


É neste contexto que se produz uma migração econômica sem precedentes na história da Venezuela. As condições de vida dos venezuelanos eram precárias como resultado do enforcamento econômico, causando essa mobilidade humana em condições de vulnerabilidade extremamente alta, especialmente para mulheres e meninas, que chegaram em outras latitudes e muit as vezes acabaram sendo vítimas da mais sangrenta discriminação, exploração e violência.


O episódio da atitude de pedofilia confessa da de Bolsonaro contra meninas e adolescentes venezuelanas representa a contínua agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela, lembrando a política de agressão de Donald Trump e cujo herdeiro máximo na região é Jaír Bolsonaro. Essa agressão se tornou possível por meio de duas
estratégias: destruição de nossa moeda e incentivo por parte de governos estrangeiros ao deslocamento em massa da população venezuelana, principalmente dos mais vulneráveis, como já denunciamos, e cujo exemplo de desamparo vemos hoje na pedofilia e assédio sexual de Jaír Bolsonaro.


Por isso, queremos denunciar com força que o bloqueio e a guerra econômica aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra a Venezuela constituem uma forma de violência contra as mulheres e exigimos seu levantamento.

Bolsonaro assegura que o grupo de meninas e adolescentes venezuelanas reunidas naquele local praticava a prostituição, o que constitui calúnia e as coloca em risco.

Esses eventos representam uma grave violação dos direitos humanos das meninas e mulheres migrantes venezuelanas, porque violam sua dignidade e promovem deliberadamente xenofobia, aporofobia, racismo e violência sexista. Rejeitamos a sexualização das meninas venezuelanas que fazem parte do projeto social de atenção aos migrantes em Brasília. O que os expõe e os viola de múltiplas formas, representando a partir das declarações do pedófilo e depravado presidente um aumento exponencial de sua vulnerabilidade.


As declarações do chefe de Estado do Brasil constituem uma violação das leis, tratados e protocolos internacionais firmados pelo Estado do Brasil em matéria de proteção de migrantes, refugiados e proteção de crianças e adolescentes. Exigimos que o Estado brasileiro, suas instituições, o sistema de justiça e todos os órgãos competentes se pronunciem sobre este lamentável caso, adotando medidas de retratação em favor das meninas e mulheres venezuelanas, apliquem as leis que protegem as mulheres e meninas e tomem todas as ações que garantem a segurança e proteção de meninas e mulheres migrantes venezuelanas no Brasil.


Às organizações feministas, movimentos sociais e sociedade brasileira em geral, pedimos que se manifestem sobre esse ato aberrante de agravo e discriminação, é muito importante conscientizar a população geral sobre isso, rechaçar a violência e discriminação contra meninas e mulheres venezuelanas e todos os migrantes. Da mesma forma, queremos expressar nossa preocupação com os mais de 66 mil casos de violência sexual registrados no Brasil em 2021, dos quais mais de 70% (37 mil), segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), eram crianças e adolescentes.

Não hesitamos em apontar que, entre os muitos perigos que Bolsonaro e sua reeleição representam para a sociedade brasileira e sua população, está a normalização dos crimes sexuais: tráfico, pedofilia, entre outros , escondidos sob o manto do pseudo-normalismo. Pedófilos se sentirão legitimados a cometer crimes sexuais. Por fim, queremos enviar nos so abraço solidário e sororo da Venezuela às meninas e mulheres migrantes venezuelanas que es tão no Brasil, pois partimos da premissa de que se tocarem em uma de nós, todas respondemos, nos so amor e força a vocês.

 

#BolsonaroPedofilo

#MigrarEsUnDerechoHumano
#NoAlBloqueo
#ElBloqueoEsViolencia

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-Colectivo “Las Farías” (migrantes venezolanas en Argentina).
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-Mujeres activistas por el software libre.
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de la Mujer.