Via Opera Mundi
Imagem: Reprodução Brasil de Fato
Autoridades assinaram acordo que permite envio de tropas norte-americanas apesar dos equatorianos terem rejeitado medida em plebiscito.
Uma reunião realizada em Quito entre altos funcionários do governo equatoriano e Joseph M. Humire, Subsecretário de Estado Adjunto dos EUA para Assuntos do Hemisfério Ocidental, deixou claros indícios de um fortalecimento da presença estadunidense no Equador para fornecer “apoio militar”.
O Ministério das Relações Exteriores do Equador divulgou um breve comunicado em sua conta X, no qual Humire reiterou o “firme compromisso” do Equador e enfatizou seu papel como “parceiro estratégico” dos Estados Unidos na região.
Em um ato de obediência às ordens da Casa Branca, Gabriela Sommerfeld, ministra das Relações Exteriores do Equador, liderou a delegação que recebeu o oficial norte-americano. Entre os presentes do país sul-americano estavam os ministros da Defesa, Gian Carlo Loffredo, e do Interior, John Reimberg, além de outros membros do Gabinete de Segurança.
O próprio Ministério das Relações Exteriores do Equador afirma que a reunião ocorreu no âmbito da cooperação em matéria de “segurança e combate ao crime organizado transnacional“.
Nesse sentido, as políticas militares do governo equatoriano em relação aos Estados Unidos contrastam fortemente com a rejeição do povo equatoriano a qualquer interferência estadunidense. Para se proteger do escrutínio público, o Ministério das Relações Exteriores declarou que ambas as nações reafirmaram seu compromisso com o fortalecimento das relações bilaterais, com ênfase em práticas de cooperação que respeitem a soberania e as particularidades constitucionais do Equador.
